segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

FAMÍLIA - Conclusão.


O workshop de Constelações Familiares

dedicado ao tema: FAMÍLIA; permitiu elevar a compreensão das relações pessoais entre os vários elementos da mesma família e da coabitação entre diferentes sistemas familiares por parte de um mesmo elo comum, entre todos.

Também é correcto afirmar que veio trazer alguma "perturbação" ao entendimento que se tem/tinha do sistema de relação entre pais, filhos e avós.


Quando um amor não é entregue na sua plenitude aos pais, transforma-se no, resgate do amor, para com um filho, futuro. Ao qual procuramos entregar o que gostaríamos de ter recebido, da "forma" como isso responderia, "às nossas" necessidades de "amor reconhecido".

Porém, o amor que um filho/a, nos dá, não requer resposta.

Requer uma boa recepção desse mesmo amor.


Ao fim e ao cabo não é o que reclamamos de e para com, os nossos Pais?


Assim, para que o Amor flua, é importante reconhecer nas nossas próprias dificuldades de "entender e receber" o amor dos nossos filhos, a mesma dificuldade dos nossos pais em receber o nosso amor.

Ao reconhecer isso, podemos começar por compreender porque insistimos para que os nossos filhos sejam felizes com: "aquilo" que «nós» temos.


Este é o momento de:
  • Começar a abrir portas e acolher, o que "eles" «filhos» têm para dar-nos.
  • Deixar de querer forçar "as portas", dos que (pais) não compreendem e não reconhecem a gratuitidade, do "nosso" amor.

Se tivermos de o fazer, entregar esse amor, teremos de "aprender" como entregá-lo.


As regras de aceitação não são as nossas, mas as das «possibilidades» que nos são dadas por aqueles a quem as queremos entregar.

Ao fim e ao cabo, não é o que todos nós, filhos, aprendemos a fazer logo, desde pequeninos? A ir de encontro às possibilidades que nos são dadas pelos nossos pais, de os amar?

Se compreendermos, que logo aí, as nossas possibilidades são nulas, podemos compreender que não tem de nos "doer" o facto de eles não reconhecerem o nosso amor. Porque no fundo, eles, também estão a «fazer» "o melhor que podem com aquilo que têm".


O problema, reside na nossa necessidade de reconhecimento e aprovação do nosso amor. Como se disso dependesse todo o nosso propósito, nesta vida.

Aí, logo aí, a nossa vida é posta em causa e surge, a sobrevivência!


Com a sobrevivência e a necessidade de sobreviver, a todo o custo, surge o Ego, com as suas mil máscaras, para nos protegermos, do Amor que tínhamos (que temos), para entregar. (Amor que fechámos dentro da "armadura" do Ego).

E para que o Amor «sobreviva», aceitamos carregar com a nossa dor e com a dor dos nossos pais. Procurando dar resposta àquilo que satisfaria e saciaria, aparentemente, o seu amor para com os seus pais, (avós) e daí por diante. O que resulta, nas tramas e emaranhamentos que existe em cada família, com cada um a procurar dar resposta e corresponder às expectativas de "amor", dos outros.



É por isso que todas as religiões e filosofias remetem sempre para a pureza das crianças.

O Amor, antes das expectativas.


Expectativas que criámos, para dar uma resposta (a primeira tentativa/experiência de: "control" por «amor»), à dor, dos nossos pais.

E é aí que «compramos» toda a história de "(des)amor" na nossa família.

À qual procuramos, ingloriamente, querer dar uma resposta, até ao fim dos nossos dias. Fazendo tudo e mais alguma coisa para saciar essa necessidade, o que nos faz, cada vez mais, andar tão desfasados e descentrados, de nós mesmos.


Por isso, "usamos" os nossos filhos, para podermos viver a nossa própria experiência, de amor. (Sem as interferências que comprámos). E com isso, deixamos de ouvir o Amor com que eles, nos brindam. Diariamente. A cada momento. Sem expectativas. Aguardando, sempre e sempre, poderem entregar o seu amor e com isso, tirar-nos da nossa própria dormência de: "amor não reconhecido" cheio de expectativas. (Não foi isso que procurámos fazer, para com os nossos pais, também?).

Ao fim e ao cabo, é a nossa grande possibilidade de voltar a ser criança e de voltar a viver, nesta vida, o AMOR em plenitude.


Quando o Amor, não tem de ser uma resposta, mas pura e simplesmente, sê-lo!




Aos participantes no WS, o meu agradecimento e bem-ajam por terem possibilitado vivermos este dia, numa altura e com um tema sempre muito sensível que contudo, abre a porta à oportunidade de começarmos a viver, o Amor, como no primeiro dia.



Para TODOS, um FELIZ Natal e FELIZ 2010.


Att.

Luís Viegas Moreira.




terça-feira, 8 de dezembro de 2009

FAMÍLIA


APESAR de. POR CAUSA de.



Quando se toca no assunto "família" parecem vir ao de cima, cargas, toneladas de "coisas" que emergem sabe-se lá de onde.

Vem o que vivemos. O que sentimos. O que ouvimos. O que guardamos na memória. O que é nosso. O que é dos outros. O que julgamos. O que guardámos em nós. O que pensamos. As penas e os amores. O que queríamos e o que tivemos. O que continuamos a querer e parece não encontrar "como". O que demos. O que não demos. O que não sabemos como dar. O que não sabemos como tomar. Porque de facto há "coisas" que não fazem mesmo qualquer sentido. De todo.


Mas se alguém disser mal da nossa família e que a ela não pertença... enche-mo-nos de brio e ai daquele/a que o diga. Pois estamos imediatamente prontos, para a defender. Mesmo com risco da nossa própria vida. "Isso é que era bom". "Era o que faltava". A coisa mais sagrada que temos, perante os outros, seja quem for, é a nossa própria família.

E porquê?...

Porque é através da nossa família que asseguramos a nossa própria existência.

Sem ela, não estaríamos aqui. Não existiríamos.

Quando pensamos nisso, é sempre em relação à nossa família de origem. Mesmo que no momento imediatamente a seguir nos venha uma lembrança que nos remete para uma dor (memória) que nos atormenta, proveniente dessa mesma, nossa, própria família.

A excepção a esta reacção, é quando encontramos um/a companheiro/a com quem damos início à nossa própria Família. A actual. Se for caso disso, para criar condições de estabilidade e sobrevivência, afasta-mo-nos da nossa família de origem para garantir "espaço" que faça às duas perdurarem no tempo e nos nossos corações. (Memórias).

É claro que nem sempre isto é necessário, porque até podemos encontrar "alguém" com quem se torna possível manter essa convivência de modo são. Equilibrado. Harmonioso ou sobre, "tensão ajustável".

Quando não, criamos uma ruptura "saudável" que mantenha a possibilidade de criar vida (filhos) de forma segura para com as duas famílias. A continuação da existências dessas duas famílias depende desse precário equilíbrio. (Exclusão).

O elemento fulcral é sempre aquele que estabelece a ligação entre essas duas famílias. O filho/a que se afastou para garantir a existência da família que aceitou criar com seu companheiro.

A esta "exclusão", é inerente um "amor" enorme!

Só um amor enorme permite a uma pessoa afastar-se, excluir-se para garantir que o seu amor (por) seja reconhecido noutro (por alguém) que justifica a exclusão e ao mesmo tempo, "o Retorno a Casa".

Não há nenhum filho / excluído que não anseie pelo retorno ao seio da sua família. Para quê? Para finalmente poder ver reconhecido o amor que lhes tem e que pura e simplesmente, não pode ser entregue.

É a entrega deste amor que nos faz girar à volta do mundo e mais além, vezes e vezes sem fim num enorme carrossel que uma vez feito, concluído, permite-nos sentir, "realizados".

Até lá, continuamos a deambular pela vida, esperando por essa, "oportunidade".


Por isso, apesar da família que temos e por causa do amor que lhe temos, continuamos a viver vidas que possibilitem o resgate da oportunidade da entrega reconhecida, desse amor.

E quando a impossibilidade nos transcende, "vale tudo".

A dor sobrepõe-se e "tudo" se justifica.


Mas há um "lugar" onde tudo faz sentindo.

E é na procura desse "lugar" que percorremos "vidas" de "enganos".

Quando, de facto, chegamos lá, sentimos uma paz e uma tranquilidade que nos inunda. Porque na compreensão de algo "maior" está a libertação desse vínculo de "entrega e reconhecimento".

Nesse lugar, encontramos precisamente aqueles por quem percorremos "eternidades".

A esse lugar, podemos chamá-lo simplesmente, Amor.




Att.


Luís Viegas Moreira



quarta-feira, 18 de novembro de 2009

ESPERA



"Quando estamos entre dois momentos na vida, em que o que foi já não faz sentido e o que vem ainda não chega, é o momento ideal para estabelecer as fundações, do NOVO."








O momento em que nos sentimos em "ESPERA" pode ser terrível.


A ansiedade, as expectativas, a vontade de lá chegar, o desejo de ver "realizado", geram em nós um "contra-fluxo" que nos cansa. Desgasta. Mói. E depois, quando "chegamos", estamos tão cansados e desgastados pela nossa própria fogosidade que o momento de encontro se esvai, sem qualquer usufruto enriquecedor.


Resultado: Nunca mais vamos querer ouvir falar em tal "coisa".


Mas vamos continuar o "resto" da nossa vida ansiando por que se realize.




Assim, seja porque estamos a mudar de vida, casa, trabalho, carro ou de companheiro/a, o momento mais importante, é o momento em que nos preparamos para largar o que já, não "serve".


Já não serve o nosso propósito de vida. Desgastou-se com o tempo ou cumpriu a sua tarefa. Pelo que há que dar por concluído o propósito realizado.




Quando aqui chegamos, executamos um movimento. Da forma como executamos esse movimento, preparamos a chegada do novo.


Se fazemos as coisas às "três pancadas", em desespero, remorso, ou sob qualquer tipo de pressão, o tempo de travessia do deserto, será sem dúvida maior. Porque o que nos impulsiona é uma ruptura abrupta, para a qual será necessário tempo para "cicatrizar" essa mesma ruptura e o que provocou em nós.


Se compreendemos o "movimento" interno, em nós e a própria mudança, ela será suave, tranquila e acolheremos o NOVO, em nós, de forma harmoniosa.




É neste momento de transição, em que nos "organizamos" nesta mudança que se tomam as grandes decisões. Elas já tiveram início no momento em que tomámos a ruptura com o "velho" em nossas mãos.


Por vezes criamos "inconscientemente", ou não, situações que despoletam essa mesma ruptura e "obrigamos" outros, a fazerem por nós o que não queremos ser nós a assumir. Regra geral, isso dá-se por um movimento violento, ou agressivo.




Seja como for que se dê a passagem entre os dois momentos, o Velho e arcaico o que já não faz mais sentido e o Novo, o que vislumbramos, sentimos e cremos ser para o que vimos (Ser/Ter), é nesse preciso momento de transição que podemos fazer o correcto Luto do que vai e nos desprendemos dos velhos hábitos de pensar, sentir e olhar-mo-nos a nós próprios, aos outros e à vida.


É o momento em que nos "organizamos" e pomos em ordem, com a Nova Ordem na Vida.


Ao fazermos isto, compreendemos a finalidade e o propósito do que acabámos de viver. Fosse por curto ou por longo tempo. Nesse preciso momento, despedi-mo-nos em paz. E rodamos o nosso corpo de encontro ao caminho que nos aguarda para viver novas experiências e desafios.




De alguma forma, a imagem do "cowboy" solitário, montado em seu corcel, dirigindo-se no sentido do sol-pôr rumo ao (horizonte) seu Destino... faz todo o sentido.


Porque no princípio como no fim, esse momento entre o de onde venho e o para onde vou, mesmo que acompanhado, é sempre solitário.




E é nesse momento que decido, o como viver, a minha vida.








Luís Viegas Moreira








O presente texto serve de reflexão ao WS de Constelações Familiares a realizar no dia 29 de Novembro de 2009. Para mais informações ver: ACTIVIDADES.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

DINHEIRO



Muito se fala e especula sobre DINHEIRO.


Há quem diga que o Dinheiro, é bom.

Há quem diga que o Dinheiro, é mau.


Eu afirmo:
O DINHEIRO não é bom, nem mau. O DINHEIRO é, DINHEIRO.

Porém. Há mais.


Sendo o Dinheiro, actualmente, a forma de troca, por bens e serviços, mais usual entre o ser Humano, ele, não pode ser desprezado. Desprezar o Dinheiro, torna-se uma forma involuntária de desprezo pessoal, por si mesmo.

O Dinheiro é o reconhecimento directo pelo valor do que em troca, adquirimos.

Se alguém planta, o Dinheiro paga o labor de quem cuidou do que semeou e colheu.

Visto não haver mais nada que permita, actualmente, estabelecer uma relação directa concordante entre a troca de produtos, bens e serviços, o dinheiro serve de intermediário.

Tal como a Mãe faz a ponte entre o Pai e o filho.


Energéticamente, o reconhecimento que o Dinheiro traz, é tomado por nós como posse. Porque tenho, posso. Porque não tenho, não posso. Mas porque quero poder, se for preciso, roubo, mato, extorsiono, chulo, ... etc, etc.

Por isso o Dinheiro que eu tenho, da forma como o adquiro, é que é bom, ou mau. O que o torna diferente, é a forma como a sua obtenção me coloca perante o sentir-me ou não, Digno e Integro.

Assim, o que eu tomo, é de energia activa, masculina, simbolizada pelo pai.
O Pai toma a mulher e dela cuida. Protege. Serve. Faz gerar Vida. Semeia.

O que eu partilho, é de energia feminina. O Amor.
Dar e receber em igual profusão e responsabilidade.

Assim, o Dinheiro, embora tomado, (a VIDA) é gerado pela partilha. O Amor.

É da troca, ou partilha desse Amor que todos estamos interligados e beneficiamos.


Assim, se tomamos a vida pelo Pai e o Amor pela mãe, da relação entre o Dinheiro que tomamos e partilhamos gera-se a fluidez e a abundância.


Se a nossa relação com o Dinheiro não gera em nós, ou de nós nos outros, felicidade, é caso para perguntar.



Como está a tua relação com a tua MÃE?




(O presente texto serve de introdução e reflexão, ao WorkShop de Constelações Familiares a realizar no próximo dia 8 de Novembro. Estas e outras questões podem ser colocadas e aclaradas).


Para mais informações sobre o WorkShop, ver:





Att.


Luís Viegas Moreira





sexta-feira, 23 de outubro de 2009

ESCOLHAS

Há quem diga que eu escolhi este caminho.

Dizem uns que é bom.
Outros, nem por isso.
Mas ninguém pede para trocar comigo. Porque será?

Há também os invejosos que querem sempre o que os outros têm de bom e que ao invés de o reconhecerem, dizem, mal.

Eu, não sei se por ser demasiado exigente comigo em 1º lugar, normalmente costumo dizer - "sabe a pouco".
Talvez por ser demasiado exigente comigo, raramente alcanço, a minha máxima exigência.
Mas, às vezes, ... às vezes sim. E nesse momento sinto que toco - O MEU DESTINO!

Não quero dizer, que o meu Destino seja, ser PERFEITO, mas se PERFEITO em mim mesmo, então o meu Destino, também o É.

E assim o é, para todos. TODOS!

Porém, os críticos, aquela vozinha irritante dentro de nós, está sempre a dizer. - "Mas se fosse assim era melhor. Isto, é melhor. EU, sou melhor." etc. etc.

O que sabemos nós?
Como dizer que "algo" é de facto "melhor"?

ESCOLHAS!

Eu posso escolher ser bom?
Eu posso escolher ser mau?
Mas, o que é ser bom ou ser mau?
Ser bom ou ser mau, é sempre, SEMPRE, em função da consciência do grupo a que eu pertenço.

Por isso se fala tanto em... "ter consciência". "Ser, consciente".

Lá estamos nós de volta ao sentido de, "pertença".
Pertença a um grupo. A uma família. A mim mesmo. A "uma" consciência.

Escolhas!

EU, posso escolher "O" que SOU?

NÃO!

A minha natureza, na sua essência, NÃO é mutável.

Mas, COMO SOU... , aí, já posso escolher!

E este é, sem dúvida, o grande desafio que cada um de nós tem e traz para se confrontar.


Todavia. Se o que EU SOU foi escolhido por mim, ou por "Outro", de forma a viver as "experiências" que preciso viver, então é MEU Destino confrontar-me com o meu propósito de "SER", na minha essência.

Desse confronto pode surgir a compreensão que me liberta, DAS ESCOLHAS.

Só a COMPREENSÃO nos LIBERTA. Tudo o mais é, "dependência".

O que EU SOU. Não é mutável.
Confrontar-me com o que EU SOU, não o "como sou" pois esse vive no "ego", compreendê-lo e amá-lo, liberta-me de volta à minha essência original que é DIVINA. Una com o todo COSMOS.

E isso, é o regresso "a casa".

À casa de onde saí para cumprir a minha missão, o meu propósito, o MEU DESTINO.

É a esse regresso a casa que damos o nome de: ASCENSÃO.


Há alguém por aí que o não queira fazer?





Att.


Luís Viegas Moreira












segunda-feira, 19 de outubro de 2009

DESTINO

Realizado ontem, 18 de Outubro em WorkShop de Constelações, é lidar em primeiro lugar com o que nos inibe/impede de o tomar.

DESTINO é a proposta que trazemos para realizar nesta vida.

As inibições/impedimentos podem ser de outros ou criação nossa. Motivadas por dores que acumulamos ou simplesmente aceitamos transportar ao longo da nossa vida e nem sabemos porquê. Inevitavelmente, o que poderia ser um movimento de amor, tornou-se um peso de dor.

Há circunstâncias que contribuem para isso, a vida que aceitamos percorrer encarrega-se de colocar-nos perante os grandes desafios cuja resolução implicam o avançar, nosso e dos outros envolvidos, em direcção da grande resposta ao porquê de aqui estarmos e termos a vida que levamos. O Destino.

Destino é a grande meta do ser, consigo e o seu encontro com o todo Universal.

Foi ao observar como os bloqueios e os emaranhamentos que temos, quando desfeitos permitem-nos adquirir leveza, compreensão e Liberdade, rumo ao Destino que é a proposta de cada um para esta vida.


Agradecer aos presentes a possibilidade de podermos observar como o aclarar e harmonizar de certas situações que temos e vivemos permite, a todos, dar mais um pequeno passo, rumo ao nosso Destino. Pessoal e Universal.

A todos, Bem Ajam!


Att.

Luís.




domingo, 11 de outubro de 2009

ENCONTRO

Aos participantes do ws ENCONTRO realizado dia 10 de Outubro, o meu "Bem-Ajam" pela vossa presença e participação.

Promover "ENCONTRO" connosco e com a vida que temos e levamos, é sempre uma oportunidade para tomar novos rumos e novas compreensões de nós, dos "nossos" e do "lugar" que ocupamos na vida e nas nossas famílias.

Como sabem, nem sempre o óbvio é a verdade do que se aclara.



Att.

Luís Viegas Moreira


(Agradecimentos especiais à Filomena pela forma diligente e simpática com que disponibilizou a sua casa para nos receber e acolher).

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Workshop - "o DESPERTAR da VOZ

Foi com grande alegria que estive em Évora este sábado a dar este WS.

Foi possível verificar como a nossa voz tem recursos importantes e quase sempre tão negligenciados.

Cada um de nós tem um sopro que nos "anima". Único. Esse sopro é utilizado para dar expressão ao que de nós emana, em cada momento da nossa vida.

É verdadeiramente, a única "coisa" que temos que é nossa e através dela, podemos contactar todas as partes do nosso ser, físico, mental e espiritual.

A vibração que de nós sai, através da voz, é um "tom" único. Irrepetível. É dessa vibração que se diz ser a que mais nos "aproxima dos céus", nomeadamente através do canto. É dessa arte que nos tornamos parte vibracional único e unida com o cosmos.

A palavra tem o poder de por-nos em comunhão com a vibração que une todos os sopros, num sopro único. Sentir-mo-nos parte desse sopro, é verdadeiramente, inesquecível.


Aos presentes no WS, o meu muito bem ajam.

Pois tornaram possível uma experiência única e irrepetível que abriu portas para a compreensão de nós mesmos a níveis mais profundos.

Att.

Luís.


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

"Cada um pense como quiser".

Olá.

Será lícito dizer, "cada um que pense como quiser" e continuarmos a chamar a atenção das pessoas para o que entendemos como: "chocante", "vergonhoso" ou "cuidado", etc...?

Sim, lícito é.

Mas, não podemos fazer mais nada? Só isso?

Hoje em dia tem-se cada vez mais "receio" de entrar na vida pessoal do outro por causa da ideia de que "o que é meu fica comigo e tu, não tens nada a haver com isso". Será que não? E porque hei-de ter? É o seu caminho... é o seu processo... não é? ... Ok.

Pergunta: E qual a minha parte "no processo" que é minha responsabilidade?

Não admira que andemos cada vez mais distantes e cada vez menos próximos, uns dos outros.



Ainda há outro aspecto a que chamarei de: Responsabilidade Social. Não é só pagar impostos!... e exigir, ou deitar as culpas para isso.

Vivemos numa sociedade cada vez mais distante. O acesso à informação distancia-nos uns dos outros, por ser fácil a cada um, lá chegar. Assim, não preciso de ti. Pobre consideração.

Também, no país em que vivemos em que nunca soubemos governar-nos sem deitar abaixo o governo do nosso vizinho, como é possível? É por isso que há um desgaste permanente e constante, a defender o que é meu, dos olhares dos outros. Pobre barriga de mau olhado.

Se entendermos que este pais nasceu de uma "roubalheira", a coisa fica mais clara.

O Príncipe roubou o trono à mãe, a outro Reino soberano, ai que constelação que isto não daria, aproveitou a proximidade de outros "ladrões" que iam "armados em justiceiros" dar umas pauladas nos Árabes a Jerusalém e roubou mais uns castelos, no futuro território Português, que por sua vez já tinham sido roubados. Transacção de Civilizações.



Hoje em dia, "Institucionalizou-se" que dizer "algo" é pecado de lesa "imagem". E como vivemos pela "imagem", tomem lá disto que é para aprenderem.

Quanto tempo mais vamos ter de andar de olhos fechados?

O que mais é necessário aprendermos, (pela dor) para compreendermos que todos somos responsáveis por tudo o que acontece a cada um de nós? Nas nossas famílias, trabalho, empresa, sociedade e até na China, que fica lá do outro lado, mas que ainda assim, fomos lá meter-nos com eles?

Afinal, o que é que EU sou?


Sistémicamente, responsabilidade, é o 1º princípio observado como forma de reordenar um sistema. É certo que ninguém é perfeito, olho para mim e isso é óbvio, mas há coisas, e coisas.


Quando se permite que uma qualquer situação de responsabilidade simples, directa, clara, se torne eivada de implicações e pressupostos de considerações por interesses múltiplos, como admirar que os alunos batam nos professores, os assassinos sejam libertos, os ladrões voltem a roubar, os políticos a mentir... é uma atrás da outra.


Ao menos que fossemos, "assumidos", como um candidato a perfeito de Manaus, Brasil que tinha como slogan de campanha a seguinte frase:

"Roubar, eu roubo. Mas roubo menos que os outros".


Com esta me fico.



Abraços.



Luís.


P.S. - Segundo consta, o candidato venceu as eleições.


segunda-feira, 21 de setembro de 2009

VIVER não sobreviver - REFLEXO espelho meu

Foi um fim-de-semana deveras interessante.

Foi óptimo poder experienciar uma ida a Castelo de Vide e constatar como ainda há muito trabalho para fazer. Se para as gentes locais "constelações" é um termo demasiado obscuro e eivado de "estranhismo", não menos real é que os participantes, todos de fora da terra, puderam encontrar um local "neutro" onde exporem as suas questões pessoais sem receio. E isso, é sempre algo salutar. Encontrar, um bom ponto de abrigo.

As experiências, partilhadas, foram benéficas para todos os participantes que assim puderam resgatar para si mesmos, um pouco mais de "VIDA" nesta vida de todos os dias. Sempre que podemos elevar-nos, um pouquinho mais, "acima" da condição normal da nossa existência, não a devemos desaproveitar.


Domingo, foi um momento importantíssimo para o trabalho de compreensão do que somos e de que forma somos o que reflectimos, ou não.

As nossas vidas estão sempre interligadas por ténues fios de existência que se revelam no tempo e lugar próprios. Quando a nossa compreensão muda, a nossa vida muda também. Claro que seremos "puxados" de volta para o "conhecido", mas podemos resistir e continuar a mudança libertadora, revelada "da" compreensão.

A armadilha, no entanto, está sempre presente. Quando o que se tornou claro num momento óptimo de compreensão, é "empurrado" pela forma como "o queremos" compreender para nossa satisfação. E este, é de facto, o maior perigo.

Por isso, FIQUEM ATENTOS aos vossos próprios processos SABOTADORES de PENSAMENTO.

Não se deixem, "enganar"! Aprendam a deixar "descer" o que foi compreendido e fez "luz" no momento em que o viveram. Não o aprisionem no "pensamento" ou forma de "pensar".

Permitirmo-nos a deixar "descer" até ao nosso centro o que foi vivido e experienciado de forma libertadora, resulta na mudança que nos fez, "buscar".



A todos os participantes o meu agradecimento e um bem ajam, permanente.



Deixem vossos comentários ou opiniões.
Partilhem as vossas experiências e "sentir".

Att.

Luís Viegas Moreira


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

LIBERDADE vs INDEPENDÊNCIA

CONCLUSÃO

Gostaria de agradecer a todos pela sua presença.

Confesso que vivi um dos dias mais gratificantes desde que enveredei pelo caminho de "facilitador" de Constelações Familiares. E isto, desde o início do WS onde desde logo deixei antever um: "isto hoje vai ser giro"; até ao final, pós-meditação inclusivé.

Foi interessante "observar" como os temas colocados foram sempre num crescendo de intensidade, até ao "aparar" de situações em suspenso há já várias gerações.

O sistema é sempre perfeito. E até a ordem da colocação dos temas é de molde a proporcionar uma sequência com princípio, meio e fim.

O tema Liberdade foi verdadeiramente resgatado das entranhas e trazido à porta de cada um.

Tomá-la e vivê-la, ou não, é a responsabilidade que agora cada um tem, para consigo mesmo.

Não desanimem. Pois somos testados todos os dias da nossa vida para largar o que verdadeiramente nos liberta e seguir o caminho da independência, uma espécie de fuga para a frente.

Depois de ontem, penso ter-se tornado claro que só uma atitude de verdadeira responsabilidade em 1º lugar para connosco, para connosco mesmos e só depois para com os outros e demais, através do amor que a tudo engrandece, sustenta e transporta, a LIBERDADE.

Que ela esteja sempre presente, a cada momento, na (n)vossa vida.


Att.


Luís.


P.S.
Deixem os vossos comentários e registos de experiência em «comentários». Isso pode ajudar e contribuir para que "outros" se expressem e tornar a partilha mais rica, para todos.



terça-feira, 25 de agosto de 2009

Medo e Ego - Conclusão

do Workshop de Constelações Familiares sobre o tema.


Gostaria de agradecer a todos, a sua presença, pelo muito que contribuíram para o bom desenrolar e pelo que cada um pode dar e levar, consigo.


Cada um teve a sua experiência.
Cada um passou pelo que em si há para "olhar".
Cada um levou a sua "palavra".

As palavras têm movimento. Carregam uma energia própria e remetem para um significado mais profundo do que o que hoje em dia lhe é dado.

A "palavra" está cada vez mais desvalorizada porque tem-lhe sido gradualmente retirada a sua característica intrínseca, do que realmente significa e quer dizer, ou expressar.

E isso dá-se porque também estamos cada vez mais desligados da natureza, dos seus valores primordiais, logo cada vez mais longe, de nós mesmos.

É necessário religar a conexão entre a palavra, o que expressa e o seu significado mais profundo.



Assim, concluo com o seguinte.


Há medos que são "nossos".
Outros que nos são transmitidos.
Outros que aceitamos por amor a um outro.

Aprender a lidar com os nossos medos mais profundos liberta por permitir um nível de compreensão mais profunda das raízes da sua origem.

A verdade liberta. Por quê? Porque permite-nos saber com o que estamos a lidar. E quando sabemos com o que estamos a lidar, acende-se uma luz com a qual podemos ver o que temos para enfrentar.

Deixamos de estar no escuro.

O Ego opera na manutenção desse escuro e ajuda-nos a andar nesse escuro o melhor possível, até aprendermos a andar sem tactear, aos tropeções, ou, e até aprendemos a correr. Sim, o Ego é um manancial riquíssimo de habilidades que aprendemos a utilizar, no escuro.

É a nossa armadura que nos protege de todas as coisas que "precisamos" proteger.

E não se enganem, as únicas coisas das quais nos precisamos "proteger", são as coisas que nos magoam. O que não nos magoa, é o que trazido à luz, perdeu a "força" de nos magoar, porque de facto, é inofensivo.

Quanto mais nos agarramos às nossas dores, mais defesas desenvolvemos para as evitar, até chegarmos ao ponto de não sentirmos, mais nada. Insensibilidade. Para com os outros, mas, pior, para connosco mesmo.

Para mim, a palavra que vos deixo é: VERDADE!

A única palavra que conheço que nos traz do escuro para a luz!


A todos o meu bem hajam e que a VERDADE, vos acompanhe.



Att.

Luís Viegas Moreira.







sexta-feira, 31 de julho de 2009

MEDO e EGO

WS de Constelações Familiares

domingo, 23 de Agosto de 2009


ver: ACTIVIDADES



Medo e Ego


Ao nascer temos medo?

Já vimos com medo quando nascemos, ou passamos a tê-lo no 1º sopro de vida?



Sim, o nascimento dá-se ainda no útero materno.

No momento em que a semente toca a terra, nesse preciso momento, dá-se a criação.

Surge o semeador.

Depois, a semente procura recolher-se para germinar.

O medo surge da necessidade de protecção.
Se não houver necessidade de protecção, não há medo.
Depois, como o ser humano, a natureza tem estratégias para proteger o seu acto criativo.


O medo, ou necessidade de protecção surge sempre de uma memória arreigada que sabe que se não se der à protecção, não nasce. Aqui, as estratégias, o Ego, surgem.


Assim, 1º, temos a memória que nos recorda sempre, do doloroso da perda do que e do como se processou, para "antes" não ter nascido. 2º, da necessidade de proteger, surge o medo, sobre o qual nos recolhemos. Depois e finalmente, 3º, vem o abrir à vida, as estratégias que concebemos, naturalmente, ... para, sobreviver.

O que o Homem anseia, o que o ser mais reclama, é precisamente o encontrar a forma, a maneira de quebrar a necessidade, deste ciclo.

Dor - Medo - Ego


Muitas filosofias encarnam neste conceito. Todas procuram explicar o mesmo. Todas apontam as suas soluções. Porque não as seguimos?

O que nos falta? O que procuramos?

Porque nos agarramos às dores? Às memórias?...

Até as melhores memórias de momentos de felicidade são vistas, à posteriori, à luz de uma dor. Porquê? Para quê?

A dor (memória de dor no passado) persiste no presente e prorroga-se no futuro acompanhando-nos sempre e manifesta-se em todos os nossos sopros de vida.

SEMPRE!!!!!

Se encontrarem uma só vez em que, mesmo inconscientemente, a dor (ou a sua memória) não esteja presente, digam.

DESAFIO-VOS!!!!!


EXPERIMENTEM.


Então, como sair deste ciclo? Vou deixar de viver?

Como libertar-me deste.... medo?

Conhecem aquela expressão; "os últimos são os primeiros?"

Comecemos então, pelo EGO.


O Ego é o nosso fiel protector. O escudeiro que nos serve intransigentemente sem qualquer tipo de dúvida. Não há servilismo. O Ego tem a sua própria autonomia. É desenvolvido pela necessidade de estar vivo. Sobreviver. A todo o custo. Sobreviver. Não é o que procuramos todos?...

Como se apresenta a manifestação do Ego? Pela personalidade que cada um tem e que tão querida nos é(?). Passamos a maior parte da nossa vida a desenvolver a nossa personalidade e a outra parte da vida, a escondê-la. De nós e dos outros. Sempre que nos convém. Sobreviver.

Bem... isto tá cá um filme.

Pois é. Então como saímos disto?

Não saímos.

Entramos.

Entrar no Ego é aprender a conhecer as suas maquinações internas. Como ele nos sabota o tempo todo. Se preciso, vai buscar memórias (dores) familiares ancestrais das quais, nem nós temos conhecimento. Não nos lembramos. Mas está no nosso sistema familiar de origem. E passa de geração em geração e às vezes, salta uma geração; e prolonga-se, "ad aeternum".

Ao entrar no Ego dou de caras,... comigo!

Gosto. Não gosto. Dicotomia dualista manipuladora. É o Ego a gozar. É raro não ganhar. A seguir vem um rol de desculpas e justificações, todas mais manipuladoras que as anteriores, até que, o que sabemos no nosso íntimo ser verdade, fenece, e dá lugar a um novo "olhar", mais consentâneo ou de acordo, com o que "para nós" (áh... cabecinhas...) no momento, nos traz uma resposta de acordo com uma necessidade, de sobreviver. O problema, ... é que acreditamos estar a falar a verdade. A VERDADE! Estão-me a "seguir"? Topam?...

Então o "truque", é, enganar o Ego.

Quem já fez classes de voz em que isso foi abordado, sabe como se processa em nós esse, ... engano.

O Ego enganado, traz-nos a possibilidade de sair momentâneamente do seu jugo e de colocarmo-nos "conscientemente" a viver uma realidade em que ao invés de sermos manipulados, somos nós quem manipula. Ao saborear esse movimento, torna-se possível alterar processos e procedimentos de registos internos, as leituras que guardamos como válidas das experiências vividas ou retidas, e sair.

A sensação de sair é como de repente passarmos a respirar um novo ar. É um alívio.

O nosso grande problema, é que carregamos tantas e tão grandes cargas que o Ego, embora "persona non grata", torna-se indispensável ao nosso modo de vida.

Para alterarmos as regras do jogo, do Ego, é necessário alterar, a nossa própria, vida.

Quando deixamos de mover-nos pelo medo, ou pela angústia de uma dor, seja ela qual for, estamos preparados para quebrar a linha que nos mantém, no ciclo da vida, aprisionados.


O Ego não é o nosso maior inimigo. Somos nós mesmos. Somos nós que o desenvolvemos e lhe damos, todas as "armas" necessárias ao seu "crescimento".


A opção, é sair. Entrando pela porta dos fundos, ao encontro de nós mesmos e abrindo as portas, à LIBERDADE.





Este texto, abreviado, serve de reflexão ao tema "MEDO e EGO" do Workshop de Constelações Familiares a realizar no próximo dia, 23 de Agosto.




Att.

Luís Viegas Moreira.



P.S. Tenho recebido referências ao facto de alguns de vós estarem com medo de lidar com "o medo" em Constelações. Não se preocupem. É só o Ego a manifestar-se. Há "aspectos" que o Ego não controla porque provêem de "um outro lugar" em nós. Ele aprendeu a lidar com eles "à sua maneira". O que está a fazer é a tentar controlar "a sua maneira". Não se preocupem. Se não fosse assim, não seria "Ego".

Só o facto de estarmos dispostos a confrontar-nos com os nossos medos, já mostra ao nosso Ego que "a sua abordagem" é ineficaz e já não nos serve.


E isso, é um bom começo.






segunda-feira, 27 de julho de 2009

O Caminho da Alma

Foi com granda alegria que vivi o nosso encontro de Domingo,
26 de Julho de 2009.

Foi uma experiência riquíssima em acontecimentos e desenvolvimentos.

Em 1º lugar, agradecer àqueles que "apareceram" pela 1ª vez. E logo para um tema tão... rico.

E foi de facto, dessa riqueza que nos alimentámos.

A da Alma que nos habita.

Que cada guarde para si o mais importante da sua participação.

O que vivenciou e o que levou consigo.

Que o "escute". É importante "escutar".



Partilho convosco "algo" que aprendi, não sem grande resistência...

O Importante não é a Imagem que tenho da origem e destino final, da "minha Alma".

O que preciso de viver para "aprender" e seguir o "meu" caminho.


O importante, é "a forma" como o percorro.

Disso:

. depende a PAZ que posso alcançar, em mim.

. do fluir do Amor em e de mim.

. a "ser ou não ser" LIVRE.


Não são as nossas limitações que nos limitam.

Mas o que justificamos para, não ser LIVRE.


Uma vez mais, o meu agradecimento, a todos, pela vossa participação.


Att.


Luís Viegas Moreira







quarta-feira, 22 de julho de 2009

O diálogo da Alma

A Alma fala?

As Almas falam umas com as outras?

A minha Alma, fala comigo?

A todas as questões, a resposta é, SIM!


Alguns poderão pensar. "Mas como? Não oiço...".

A linguagem da Alma expressa-se através de "impulsos que emergem do interior. Do nosso "Íntimo". São, punções.


Essas punções podem ter diversas expressões.

  • cheiros
  • imagens
  • sons
  • movimentos "espontâneos"
  • palavras, frases, não conscientes
  • olhares
  • um "suspiro" tornado consciente
  • uma compreensão súbita
  • insights
. etc ...

Ao nível mais subtil, as Almas podem ainda comunicar entre si, (e connosco) através de sonhos.

É a Alma que nos move para um lado e para outro e quando procuramos contrariar o movimento de, encontro "a", a Alma pode mostrar-nos como, "não é assim".

Por vezes acontece depararmo-nos com pessoas com as quais sentimos uma "empatia tremenda"!!!. Algo que nos remete para um passado e um futuro, simultâneamente.

São os chamados "encontros de Alma". Seres com os quais vimos "destinados" a cumprir um determinado e importante percurso, na vida.

Consoante a experiência vivida, por cada um, procuramos "encaixar", esse "encontro", no que nos "soa" bem. Azar! A questão dos "encaixes" é a nossa visão limitada do que somos, quem somos e do que nos é pedido.

Tudo bem. As experiências dão-nos tanto em condição de sobrevivência, quanto nos entulham, os "ouvidos".

Como escutar a alma de um outro? Escuto a minha? Como o fazer?

Retirar-me!

Retirar-me do que penso. Do que acredito ou construí, à minha volta. Dos meus modos de pensar. Agir. Refrear impulsividade. Largar-me. Acolher-me. Aceitar ser guiado. Acolher o outro. Não impor.

Tornar-me receptivo!

Pelas "Leis" do Tao e do i Ching, mover através do Feminino. Acolhedor e Receptivo. O Feminino é o grande receptáculo do movimento e da expressão da Alma.


Aqui, podemos deparar-nos com questões complicadas de resolver, interiormente.

O que nos é pedido, é sempre o mesmo.

CONFIA!


Mas como confiar no que nos coloca sob tensão e dor?

Há um percurso que a Alma procura estimular.

Um percurso que é, o VERDADEIRO.

Um percurso que nos leva e impele para a concretização do nosso maior propósito nesta vida.

Um percurso que só surge, "claro", quando o Ego, o Medo, a "noção de Consciência de Mim e dos Outros", e todas as formas de pensamento, se dissipam. Calam-se. Escoam-se. Evaporam-se. E dão lugar a um local em que o tempo e a forma, são... tranquilos e permite o surgir de uma Paz Interior. Uma paz que move, montanhas.

Há quem atinja esse estado através da meditação. Outros através de alguma forma de exercício físico. Cada qual encontra e tem, a sua forma de conectar-se, consigo. Com a sua Alma e, escutar-se.

Ao permiti-lo, encontra a real e verdadeira conexão consigo e com todas as Almas.

É a Alma que nos transmite a informação do que precisamos de saber, a cada momento da nossa vida.

Isso pode exprimir-se através do Sábio ou Mestre interior. É a face visível da Alma que habita cada um de nós.

Quando conseguimos conectarmo-nos e seguir "o Caminho da Alma", TUDO(!), faz sentido.





Este(s) e outros assuntos, serão abordados e aclarados no próximo WS de Constelações Familiares, dia 26 de Julho.

Para mais informações ver, ACTIVIDADES.



Att.


Luís Viegas Moreira







quarta-feira, 8 de julho de 2009

O CAMINHO DA ALMA

Há um "percorrido" que deixa um rastro, no tempo, na memória, nos genes em nosso corpo. Há um organismo vivo em nós que nos remete para um não tempo, uma não forma palpável, sentida que no entanto, "sente-se".

Chamam-lhe corpo Etéreo, Astral, Energético, Alma, Espírito . . .

Seja o que for, acompanha-nos, em nós, desde o início dos tempos. Não é de agora, deste tempo. Está neste tempo, como em todo o tempo e lado, já percorrido. E/ou, por percorrer.

A "Alma" muda-se de acordo com o "chamado". Seja "ele" qual for, para onde for, como for.

Nós, respondemos. Acolhemos ao chamado, e vamos.

Vamos para onde tivermos de ir. Aceites as "condições", o "serviço" para o qual fomos chamados, de acordo com "as necessidades" nossas e a de "quem", pede.

Há com certeza, um propósito maior, para todos nós.

Para alcançar esse propósito, esse propósito maior, que não o último, temos de responder, dar resposta e concretizar.

Por isso não há duas "missões" iguais.

Há "missões" que se encontram para se completarem e complementarem. Ás vezes, até de locais distantes e como que respondendo a um apelo que vem de dentro" movem-se e encontram-se em qualquer lado do planeta. Deste cenário em que habitamos.

Passamos a vida a desfiar um "rosário" de lamentações pela vida que levamos quando fomos nós que dissemos "sim" à nossa missão que divide-se em dois planos distintos.

  • o Pessoal
  • o Universal

Os dois planos são inseparáveis e cumprem-se no mesmo momento, nos dois planos. Por isso anda "tanta gente" a ver "reflexos"... nos outros.

Um reflexo, não tem "alma". Não existe. Um reflexo não responde, não devolve ou absorve o que de nós sai.

Um reflexo, só, IMITA!

Como de um grupo de missionários se trate, as almas, "descem" em grupos. Por isso, não é raro reconhecermos as energias de cada um com que nos deparamos e que "nunca antes" nhamos visto.

Não só reconhecemos as energias, como sentimos e reconhecemos, se não nos quisermos iludir, a "missão" a realizar com cada e para com cada um que se depara connosco, nesta vida.

Isto com as pessoas. Quanto à missão, ela envolve-nos num intrincado percurso que desde logo toma início aquando da nossa chegada ao útero materno. Mãe e Pai que escolhemos. Percurso que escolhemos.

Sabemos que não vale a pena querer fugir. Fugimos para nos depararmos há frente com a situação não resolvida, mas agora, de uma forma mais intensa e "agressiva". Seja o que for. Só quando nos dispomos a olhar a nossa missão com "espírito" de "concretização" é que estamos preparados para a cumprir. Seja com o que for. Desde o levantar de manhã com atitude e/ou alegria ou arrastar os pés, até aos testes mais difíceis que a vida nos coloca. Sejam eles, emocionais, psicológicos, mentais, de vida/morte, "existenciais", aos testes na escola. Enquanto não superados, enquanto não "resolvidos", eles pesam e ficam pendentes, durante todo o tempo que aqui estivermos; e quando partirmos, essa "sensação" é o que vai connosco. Não é o que comemos ou adquirimos.

O Caminho da Alma, é o de resgate de um Amor que Liberta.

Toda a Alma quer ser leve. Por isso é que o sorriso de uma criança é contagiante. É leve. Quando não é, há um problema.

No entanto, estamos sempre com medo das brincadeiras das crianças. Podem aleijar-se. Temos medo é por nós, com o nosso sentido de responsabilidade. Já fomos "obrigados" a deixar de ser crianças, de brincar, de rir. Hão-de reparar nas coisas "absolutamente ABSURDAS" de que nos rimos. Mas rirmo-nos de nós mesmos, da nossa própria noção do ridículo, isso? Nem pensar. Por isso é que pagamos a outros, para nos lembrar.

Não é isso que nos é pedido.

Seja qual for a "missão" de cada um para si, para os outros ou até para a Humanidade, ela é, de certeza, com um propósito maior que serve o Amor e a Liberdade.

Enquanto andarmos a utilizar o EGO = MEDO para lá chegarmos, sofremos. E quanto mais, maior é.

Nunca sabemos para onde vamos a seguir, para onde vamos ser chamados a desempenhar a nossa "tarefa", mas podemos escolher, como vamos.

E é nessa escolha, nessa única escolha que reside todo o nosso livre-arbítrio.

Não se enganem, nem se deixem enganar, por aqueles que receosos de "não se sentirem ser", dizem que somos todos iguais e que por isso iguais temos de ser. Esses, têm medo. Medo de não fazer parte do "amor".

Pois...

Não vimos todos do mesmo sítio. Não estamos, vivemos ou fazemos todos, tudo no mesmo sítio. Não vamos todos para o mesmo sítio.

Essa é a única, a verdadeira e real escolha (livre-arbítrio) que somos "chamados", a responder.

E é por ela, por essa escolha de como viver a nossa missão que decidimos o que levamos e para onde vamos.


Há uma alegria no nosso íntimo sempre pronta a desabrochar.

É a nossa alma a querer sorrir.


Como a cuidamos, é como nos cuidamos.




Att.


Luís Viegas Moreira








Este é o tema a abordar no próximo dia 26 de Julho
(ver: ACTIVIDADES)
no Workshop de Constelações Familiares e para o qual serve,
a presente "reflexão".



Entre outras, no WS iremos abordar questões como:


  • Qual o propósito da minha história de vida?
  • Para que serviu/serve?
  • Porque tive/tenho de passar por tantas privações/dificuldades, para ser feliz?
  • O que de facto, me é pedido?
  • Qual a razão da minha existência?





terça-feira, 7 de julho de 2009

Workshop de Constelações Familiares

Relações vs Relacionamentos

Agradeço a presença de todos em mais um momento extraordináriamente rico em experiência e conhecimento adquiridos sobre nós. A nossa vida.

Foi particularmente importante verificar como por detrás de um "nada" se esconde, um "muito".

O que já adquirimos como garantido torna-se parte de nós, mas não nos pertence. É algo a que nos agarramos para encontrarmos, um "sentido". Sem esse sentido, o que temos?

Com certeza uma oportunidade. Uma oportunidade de criarmos algo!

isso é novo. Isso é vida.


E no fundo, que mais é que importa?...


Que isso se torne parte, de cada um, de nós.




Att.


Luís Viegas Moreira






sábado, 4 de julho de 2009

CRIATIVIDADE vs IMAGINAÇÃO



Ao olhar, assim de repente, parecem iguais. O mesmo, diria.
Mas não.

A Criatividade, vem do lugar de mistura de todas as coisas de onde retiramos o que, no momento, nos faz sentido.
Organizado segundo, um próprio parecer.

A Imaginação, é ir a um lugar onde só se entra por autorização.
Muitos batem à porta. Poucos são os que entram.

A Imaginação é uma viagem aos confins do lógico e do abstracto.
É, o passar para lá do "razoável" e descobrir, novas oportunidades.

"Imagina"! Dizemos, quando queremos explicar "algo" aparentemente "pouco razoável".

É o mundo das fábulas e dos mitos.
É o mundo da não matéria cristalizada.
É onde do "nada", nasce e surge espontâneamente qualquer e todas as coisas.

A imaginação é o lugar dos sonhos.


Não das projecções.

A projecção é uma criação do mundo das necessidades e dos desejos.


A imaginação é, uma brisa que nos leva a transpor um portal, onde os sonhos "se vêem".
De onde as ideias tomam forma e expressam-se criativa e de forma ordenada.
É o lugar de onde tudo surge; O "nada".

O maravilhoso "nada", existente entre a expiração e a inspiração, de um sopro, de vida.


Da imaginação, passado e futuro tornam-se, presente.

E os lugares percorridos, desvanecem-se num abrir de olhos, realizados no local, onde estou.



Luís mvm



quarta-feira, 17 de junho de 2009

Relação vs Relacionamento


Entenda-se por RELAÇÃO o que tenho com um outro.

Por RELACIONAMENTO a "forma" como sou, estou e actuo, nessa RELAÇÃO.


Há uma tendência, generalizada, para incluir "tudo" dentro do mesmo "saco".

No entanto, a forma como me relaciono com o outro, é adaptada, adequada e até influenciada, pelos diferentes ambientes em que estamos. Pelo que podemos dizer que: Temos diferentes relacionamentos, dentro de uma mesma relação, com uma mesma pessoa.

Um caso simples, é o de uma família, marido e mulher que também partilham o espaço profissional, em que pode perfeitamente suceder ela desempenhar um cargo superior.


A relação entre cônjuges, é diferente, quando perante os filhos. A relação entre os pais, abrange o seu relacionamento pessoal, o seu relacionamento com os filhos, as suas diferentes famílias de origem, o seu ambiente profissional e até o social.

Se marido e mulher se complementam na sua intimidade, apresentam-se "equilibrados" perante o exterior a eles os dois.

No caso de uma pessoa solteira, a sua relação consigo mesma, com a família e os demais ambientes, é moldada, adequada de forma mais individual, na busca desse mesmo equilíbrio, complementar.

Todos sabemos, pelo menos os casados ou que já foram casados, como é diferente apresentarmo-nos como solteiros ou casados. Com filhos ou sem filhos. Seja em que ambiente for. E como essa diferença é cada vez mais importante, também, no meio profissional.

Até na forma como nos sentimos quando temos um(a) namorado(a) e estamos com ela(e), ou não, perante os outros.

Quando estou dentro do meu local de trabalho, a minha relação com os colegas muda conforme estou no espaço "funcional" ou fora dele, a conviver.

A grande questão é:

A "forma" que eu sou, estou e actuo nos meus diversos relacionamentos, estabelece as minhas relações.
Então que relações eu tenho?

  • boas
  • más
  • assim-assim
  • possíveis
  • sofríveis
  • porque tem de ser
  • porque SIM!

Como sofremos as influências externas dos vários ambientes por onde "circulamos", visto não sermos imunes ao que nos rodeia, vêmo-nos obrigados a adequar a nossa estratégia "interna" a esses mesmos ambientes. Caso contrário, passamos todo o tempo à defesa. Fechados. Sempre à espera que "a bomba" rebente. Para evitar isso, criamos várias "máscaras".

As máscaras começam logo desde que somos pequeninos.

Colocamos uma para o pai e outra para a mãe.

E vamos aprendendo a "sobreviver" criando e desenvolvendo outras e várias máscaras. Às tantas, já estamos tão dependentes delas que já não sabemos viver sem.

Conforme as várias máscaras que colocamos, assim estabelecemos relacionamentos que acabam por definir que relações tenho.(?)

Quantos de nós já não nos sentimos "apunhalados" por, durante um breve momento baixarmos as defesas, retirarmos a máscara que adequámos circunstancionalmente e permitimo-nos a revelar uma faceta nossa verdadeira, supostamente à pessoa correcta, num momento de total honestidade e vermo-nos confrontados com um: "não reconheço" esta pessoa. Quem és tu? O que és tu? Não te aceito ...

Isto dá-se, normalmente, quando dentro de nós salta uma necessidade intrínseca de estabelecer relações verdadeiras, sem máscaras, sem redes nem pára-quedas.

Dentro de um casal, dão-se conflitos quando para cada um, coloca -se a questão:

  • como ser marido e ser homem?
  • como ser esposa e ser mulher?
  • e acrescentar a isso o lugar de, Pai/Mãe?

Como "ser eu" em TODAS as circunstâncias, independentemente dos ambientes ou grupos que percorro?

Que consciência eu tenho de desenvolver para pertencer a determinado grupo?

Que sacrifico por, querer, pertencer-lhe?

Que sacrifico por não lhe, querer, pertencer?

Verdadeiramente.

QUE RELAÇÕES QUERO TER?


Este texto serve como reflexão para a abordagem Sistémica e Fenomenológica a desenvolver no Workshop de Constelações Familiares no próxino dia 5 de Julho em Lisboa.


Para mais informações ver: "ACTIVIDADES".


Att.


Luís Viegas Moreira



segunda-feira, 15 de junho de 2009

CASAMENTO

Agradeço a presença a todos os presentes no dia 14 de Junho no Workshop de Constelações Familiares sobre o tema: Casamento.

Uma vez mais, pudemos constatar como apesar de vidas "intrincadas" e "complexas" há possibilidades e oportunidades para ENCONTRAR e viver, uma vida melhor.

Por mais intrincada que seja a situação, há sempre uma possibilidade para colocar em ordem, no amor, a vida de cada um de nós.

E para quem duvida, desafio. ATREVE-TE!

Att.

Luís.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

CONSTELAÇÕES FAMILIARES

CASAMENTO

Domingo, 14 de junho de 2009

ver ACTIVIDADES

Vou estar ausente sem NET até dia 14

qualquer informação é favor ligar:

919 744 249

CASAMENTO - III

Enlace ou Desenlace



Após o ritual, segue-se um período, em que ambos, os membros do casal, são confrontados com uma vida em comum. E isso, antes de entrarem na rotina normal do dia-a-dia. Chama-se: LUA-de-MEL.


Pode-se dizer que vários casamentos terminam neste período, mesmo que o casamento se prolongue no tempo, por um ou os dois verem-se confrontados com a dura realidade "do outro", na sua natureza real, nua e crua.


A desilusão cai e as máscaras e os sorrisos tornam-se esgares. Começam os pensamentos tipo: "se eu soubesse... "


Claro que também se dá o contrário. Os dois entranharem-se ainda mais um no outro, fruindo no e com o outro num enlace que se aprofunda mais e mais, confirmando "todas as coisas" já "existentes".


O problema está em: No momento em que vemos o outro "nu e cru" à nossa frente, ainda o queremos?


Passamos toda a vida a escondermo-nos uns dos outros projectando falsas imagens.


Esquecemo-nos que por detrás dessas mesmas imagens estão processos mentais que os influenciam.


Determinante é: a forma. O como e para quê.


Igualmente, cada um leva a sua história pessoal e familiar para a união. E no momento em que "todas" se confrontam... podem ser, demasiado.


As justificações e as "impossibilidades" ficam por cada e para cada um. Só cada um sabe o que lhe vai "dentro". Na alma.


A questão que podemos colocar é sempre. Qual o propósito maior? Desta união?


E aqui, cada um está por si e avalia, avalia-se e decide.


Estou disponível para abraçar este propósito?

Não? Então porque disse sim?

A que impulso, verdadeiramente, respondi?

Ao meu, ou ao de um outro?


Por vezes somos "empurrados" por circunstâncias que nos superam. Externas.


  • Família
  • Tradição
  • Destino ...
  • Dinheiro
  • Estatuto ...
  • Tinha de ser.
  • Filhos
  • etc ...


Podemos sempre encontrar milhares de justificações, mas raramente sabemos bem, o porquê. E então a resposta é:

- Porque SIM.

E é tão válida como outra qualquer.


Em um casamento encontramos alguns "destinos" possíveis:

  • Aguentar. Fuga / Ausência (a forma mais vulgar de "aguentar")
  • Divórcio.
  • Viuvez.
  • Felicidade e sentido de realização profunda.

"Aguentar":

É normal, nestes casos dar-se a "ausência" de um dos membros do casal. Normalmente, é o homem que se ausenta na procura de melhores condições de vida para a sobrevivência da sua família. Cria assim, um fosso. Na sua ausência, a mulher sente necessidade de encontrar apoio, foi para isso que casou, se há filhos, um deles irá ocupar esse lugar deixado vago pelo pai. Regra geral, o mais velho.

Pode dar-se o caso de o pai estar presente mas ausente. Residir diariamente na mesma casa e todos os dias ver os filhos mas de, efectivamente, não estar "presente". Mais uma vez, um dos filhos tomará o seu lugar, para equilíbrio familiar.

Atenção. Os filhos não procuram "tomar" o lugar dos pais. Fazem-no para manter o "equilíbrio" na família. Quando um pai ou uma mãe se "ausenta" da família, um dos filhos, tomará o seu lugar. Protegendo e cuidando como se "do outro" se tratasse. Depois queixam-se das "irresponsabilidades" das "crianças". A verdade é. Onde estão os pais?

Divórcio:

Terminar uma relação deixa sempre marcas. Sonhos destruídos. Objectivos. Propósitos. Relações íntimas despedaçadas. Embora hoje em dia, "as coisas" sejam relativamente "simples", o terminar algo que não resultou é um "falhanço". Uma derrota! E este, é o maior perigo.

Encarar um divórcio como uma derrota. Culpabilizar o outro por isso, ou a nós mesmos por isso, não acrescenta "valor" ao que se viveu. Todos somos heróis porque aceitámos passar por processos que foram dolorosos. Não há pelo que se vangloriar. Não há pelo que se "envergonhar". Tinha de ser. (ponto). Há uma mensagem "oculta" que a seu tempo se tornará, clara.

Viuvez:

A morte de um companheiro, por muito ou pouco tempo que se tenha vivido a seu lado, deixa sempre marcas. Sente-se um vazio. Uma ausência. A complementariedade que existia, partiu. Foi-se. Aqui, podem suceder diferentes, "continuações".

Uma Viuvez Saudosa. Uma permanente viuvez em que não há espaço para o novo. O ausente deixou uma "marca" presente tão forte no que fica que este não consegue disponibilizar-se, por vezes nem está aí, para uma nova realidade a dois. Desta forma, a união continua "presente" no que ficou. Isto não é bom, nem mau. É como se cumpre.

Uma Viuvez de Luto. Há lutos que perduram porque o que fica, não consegue "soltar-se" da sua imagem "colada" há do que partiu. Não se consegue libertar. Como se fosse uma espada de "dâmocles" sempre presente, sempre vigilante e "perseguidora". É uma "prisão", um destino, o permanecer sempre "colado" a essa imagem. Até "os outros" há nossa volta, parecem incentivar a "esse destino". Por tradição, costumes, ou mesmo até, mesquinhez. Nunca se sabe onde começa ou termina algo, até que seja, "exposto" e a verdade, revelada.

Viuvez Madura: Faz-se o Luto. Soltam-se as amarras e volta-se a soltar as velas ao vento. Para onde? Por aí. Sempre em frente. Quando uma viuvez é bem "entregue", permite um novo respirar. Não há mais a "ausência" do que foi, mas a "existência" do que fica e sente ainda ter "algo" por realizar, a dois.

Felicidade e Sentido de Realização Profunda.

"E foram felizes para sempre" é uma boa forma de, começar. Quando estamos em relações em que nos sentimos profundamente realizados, é importante não permitir que o "lume baixe". E este "lume" não é só em termos erótico-sexuais mas também de um cuidar permanente de si e da sua relação com o outro. Tomar e dar em profusão e igualdade gerando complementariedade no sentido de que: cada um sente, toma e dá de forma diferente, mas em que encontraram a forma harmoniosa de o fazer um para com o outro. Um equilíbrio assim gerado, dá profusão à criação de novos estímulos que se vão diferenciando e modificando, adequando-se, com o passar do tempo e dos anos.

Não há limites.

Uma relação feliz é plena de amor e liberdade.

As liberdades não se atropelam. Elas encontram-se. Fundem-se. Tornam-se uma só. Sente-se no respirar. No olhar. Na expressão mais simples do "eu" para com o "outro" "eu".

"EU" e "EU", somos "EU". Em mim e no outro.

Experienciar e viver "isto", é o sonho realizado de todo o "enlace" amoroso.

Os sonhos podem tornar-se realidade. A vida dá-nos sempre a oportunidade de os realizarmos. Se nos abstivermos de os realizar à força, "porque sim", então, eles, tornam-se possíveis em sua própria natureza.

E o tempo, o tempo está sempre à nossa espera.

Como uma promessa, a realizar.

Enlace ou Desenlace

É a 3ª parte do tema CASAMENTO [aqui] que serve como reflexão e abordagem ao Workshop de Constelações Familiares a realizar dia 14 de Junho, em Lisboa.

Att.


Luís Viegas Moreira