quarta-feira, 23 de setembro de 2009

"Cada um pense como quiser".

Olá.

Será lícito dizer, "cada um que pense como quiser" e continuarmos a chamar a atenção das pessoas para o que entendemos como: "chocante", "vergonhoso" ou "cuidado", etc...?

Sim, lícito é.

Mas, não podemos fazer mais nada? Só isso?

Hoje em dia tem-se cada vez mais "receio" de entrar na vida pessoal do outro por causa da ideia de que "o que é meu fica comigo e tu, não tens nada a haver com isso". Será que não? E porque hei-de ter? É o seu caminho... é o seu processo... não é? ... Ok.

Pergunta: E qual a minha parte "no processo" que é minha responsabilidade?

Não admira que andemos cada vez mais distantes e cada vez menos próximos, uns dos outros.



Ainda há outro aspecto a que chamarei de: Responsabilidade Social. Não é só pagar impostos!... e exigir, ou deitar as culpas para isso.

Vivemos numa sociedade cada vez mais distante. O acesso à informação distancia-nos uns dos outros, por ser fácil a cada um, lá chegar. Assim, não preciso de ti. Pobre consideração.

Também, no país em que vivemos em que nunca soubemos governar-nos sem deitar abaixo o governo do nosso vizinho, como é possível? É por isso que há um desgaste permanente e constante, a defender o que é meu, dos olhares dos outros. Pobre barriga de mau olhado.

Se entendermos que este pais nasceu de uma "roubalheira", a coisa fica mais clara.

O Príncipe roubou o trono à mãe, a outro Reino soberano, ai que constelação que isto não daria, aproveitou a proximidade de outros "ladrões" que iam "armados em justiceiros" dar umas pauladas nos Árabes a Jerusalém e roubou mais uns castelos, no futuro território Português, que por sua vez já tinham sido roubados. Transacção de Civilizações.



Hoje em dia, "Institucionalizou-se" que dizer "algo" é pecado de lesa "imagem". E como vivemos pela "imagem", tomem lá disto que é para aprenderem.

Quanto tempo mais vamos ter de andar de olhos fechados?

O que mais é necessário aprendermos, (pela dor) para compreendermos que todos somos responsáveis por tudo o que acontece a cada um de nós? Nas nossas famílias, trabalho, empresa, sociedade e até na China, que fica lá do outro lado, mas que ainda assim, fomos lá meter-nos com eles?

Afinal, o que é que EU sou?


Sistémicamente, responsabilidade, é o 1º princípio observado como forma de reordenar um sistema. É certo que ninguém é perfeito, olho para mim e isso é óbvio, mas há coisas, e coisas.


Quando se permite que uma qualquer situação de responsabilidade simples, directa, clara, se torne eivada de implicações e pressupostos de considerações por interesses múltiplos, como admirar que os alunos batam nos professores, os assassinos sejam libertos, os ladrões voltem a roubar, os políticos a mentir... é uma atrás da outra.


Ao menos que fossemos, "assumidos", como um candidato a perfeito de Manaus, Brasil que tinha como slogan de campanha a seguinte frase:

"Roubar, eu roubo. Mas roubo menos que os outros".


Com esta me fico.



Abraços.



Luís.


P.S. - Segundo consta, o candidato venceu as eleições.


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